Você está no meio de um projeto, ou está prestes a entregá-lo.

Mas de repente surge uma nova ideia maravilhosa e que pode ser até útil para seu projeto principal. Ela não vai demorar muito para ficar pronta, é coisa rápida.

Você se diz isso com extrema confiança e começa a trabalhar nessa ideia “extra” que consome muito mais tempo do que imaginou.

Não te dá o mesmo prazer do projeto principal e no final, você percebe que é um esforço que não vai te ajudar em nada! Você percebe isso depois de alguns dias (ou semanas?!) de trabalho e finalmente volta ao ponto que parou quando teve esta “genial ideia extra”.

Aposto que se você leu até aqui, já passou por essa situação ou se viu tentado a mergulhar nesse erro.

Estou escrevendo este texto, num momento em que percebi que perdi muito tempo desenvolvendo um projeto paralelo que pouco iria agregar para meu público-alvo e não iria me dar satisfação alguma.

Posso dividir minhas paixões principais em duas:

  • poder ensinar as coisas que aprendi na vida pessoal e profissional
  • escrever códigos, aprender tecnologias novas e criar software que possa ser tão útil quanto o conhecimento que compartilho

Vou aproveitar esse momento de “click” para expôr meu dois planos para este início de 2017.

1. Lançar uma série de textos e vídeos sobre propostas comerciais

Desde que criei o artigo ensinando a escrever uma proposta comercial, entendi que havia uma certa carência de informações sobre conceitos e práticas de um documento como proposta comercial ou mesmo uma simples cotação.

Minha ambição é criar uma série completa de ponta a ponta, abordando todas as etapas que levam a criação da proposta e as etapas que vêm depois que o possível cliente recebeu o documento.

Ou você acha que é só enviar a proposta como se fosse uma metralhadora giratória e esperar chover os “Sim, eu aceito”?

Em primeiro lugar é preciso conhecer seu cliente. Conversar com ele – aprendi que nesta etapa é onde você fecha 50% da proposta, sério – e aprender o máximo possível sobre seu negócio, problema ou sonho.

Percebeu que eu disse 3 coisas diferentes? Negócio, Problema ou Sonho.

Quem escreve a proposta, deve fazer isso de forma muito personalizada. Você não pode escrever uma proposta de paisagismo / doração / arquitetura para uma pessoa física da mesma forma que você faria para uma grande empresa.

Aqui estou entregando um pouco do conteúdo que vou abordar na minha série sobre propostas. Vou criar a série com uma ordem cronológica com as principais etapas de negociação da proposta.

Muito papo e pouca ação, Alexandre… quando você vai lançar o primeiro episódio?

Segunda-feira, dia 27/03/2017 vou fazer um comunicado para toda a minha lista de contatos e vou atualizar este post com o primeiro vídeo 😉

2. Fazer um upgrade no proComercial e deixá-lo realmente PRO

O proComercial é um software que criei no final de 2013.

Tendo escrito centenas de propostas comerciais, a parte mais massante para mim era o tal de “copiar e colar” de propostas anteriores e sempre que eu precisava criar um visual mais elaborado, o sofrimento era duplicado.

Resolvi criar um programa de computador para facilitar a criação destas propostas.

Eu queria focar somente no conteúdo e deixar a tarefa do visual mais automatizada possível. Isso com certeza iria me poupar muito tempo no processo de criação das propostas.

Claro que o programa começou muito rebuscado porque era somente para me atender. Não houve muita preocupação com visual e funcionalidades mais elaboradas.

Mas percebi que outras pessoas também poderiam se beneficiar disso e que eu poderia criar um negócio com meu software.

Este ano estou relançando o proComercial. Ele já possui um plano de ação para 2017 e 2018 (são muitas as funcionalidades que pretendo implementar).

Por que procrastinei – mesmo achando que estava trabalhando?

Eu tinha um caminho traçado para lançar a série sobre propostas comerciais e relançar o proComercial. Mas no meio do caminho, em meados de Janeiro, surgiram idéias que julguei serem muito úteis, mas na verdade era apenas meu medo de lançar meu produtos.

Eu quis criar uma biblioteca de propostas comerciais em Word e apresentações de propostas em Power Point. Faria uma categorização e até monetizaria estes modelos por preços simbólicos.

Mas foi somente depois que comecei a fazer os primeiros modelos, que percebi que estava fazendo exatamente aquilo do que queria me livrar: o tédio de criar modelos visuais do zero.

Você vai dizer: não exagera Alexandre, quanto tempo você perdeu nisso até perceber que estava enrolando?

Olha, entre planejamento, compra de material gráfico, pesquisas de modelos, botar a mão na massa e publicar o template no site: 15 dias corridos!

Nesses 15 dias eu poderia ter produzido alguns vídeos para a série e implementado várias funcionalidades bacanas no proComercial. Não que o resultado do trabalho ficou aquém do que eu queria… pelo contrário 😉

Mas não estou aqui chorando sobre o leite derramado. Estou fazendo algumas coisas bacanas aqui:

  • Compartilhando minha experiência para que você não caia na mesma armadilha, ou pelo menos perceba mais rápido que está nela
  • Estou gravando isso para mim mesmo. Aprendendi com o erro e estou seguindo em frente

Não glorifico os erros, como muitos “startupeiros enxutos” pregam por aí. O erro não é algo a ser admirado. É preciso valorizar quando você sabe reconhecer que errou e mudar de direção o quanto antes para minimizar seus efeitos nocivos.

Então fique de olho: você pode estar procrastinando mesmo quando acha que está trabalhando duro.