Vamos ao caso de fato sem delongas: você é uma pequena empresa ou um profissional freelance e conseguiu a aprovação para o desenvolvimento de um site com CMS (Content Management System) para atualização dinâmica por parte do cliente.

Em minha experiência tanto de freelance quanto trabalhando em empresas de desenvolvimento é que o cliente raramente sabe o que quer e consequentemente você terá o problema do retrabalho e da síndrome do projeto que nunca acaba. Para evitar que isto aconteça devemos ser muito profissionais e organizados com um passo-a-passo (o termo técnico seria Workflow – em português Fluxo de Trabalho) definido de forma clara e transparente para o cliente. Segue o Workflow recomendado:

1. Análise de requisitos

Esta fase consiste em coletar o máximo de informação sobre o website: qual é o foco da empresa/indivíduo, sua motivação para desenvolver o site, detalhes do que ele deseja que seja e o que não seja exibido.

Procure montar uma proposta comercial dividindo o site em áreas baseadas nos seus links principais (Inicial, Sobre Nós, Produtos e Contatos por exemplo) e descreva detalhadamente o que cada área deverá conter.

Em termos de proposta comercial, esta etapa deverá ser descrita no item “Estrutura organizacional”.

2. Projeto estrutural

Chegou a hora de planejar seu desenvolvimento, fazendo um diagrama de banco de dados com as tabelas do projeto e seus relacionamentos. Recomendo fortemente a ferramenta livre  chamada MySQL Workbench para esta tarefa.

Para um website não é necessário, mas para projetos futuros que exijam maior complexidade no relacionamento entre as telas e funções deve-se fazer um diagrama de caso de uso em UML (Unified Modeling Language). Clique aqui para saber mais sobre um “Diagrama de Caso de Uso”.

3. Projeto visual

Tendo feito este planejamento todo, vamos transformar as idéias do nosso cliente em algo mais palpável. A parte mais “palpável” do projeto para o usuário final é o visual, então devemos caprichar bastante para que haja pouco ou nenhum retrabalho posteriormente. Caprichar também não significa exatamente o que nós achamos mais bonito, mas sim, o que o cliente acha mais bonito (o que muitas vezes é um tanto controverso).

Desenvolva pelo menos 2 opções de identidade visual com algumas páginas principais somente no Photoshop (ou Fireworks, que eu prefiro) e exporte para JPG ou PNG somente para exibir ao cliente. Não desenvolva nenhum HTLM por enquanto, pois você precisa de flexibilidade para fazer mudanças gráficas neste momento até o visual ser 100% aprovado.

4. Desenvolvimento de código

Vamos botar a mão na massa e criar os HTMLs, CSSs, JavaScripts e códigos de interação com o banco de dados. Se você planejou um bom cronograma com seu cliente, mostre o progresso do trabalho pelo menos 1 vez por semana.

É muito comum que nesta fase surjam as boas e velhas “alteraçõeszinhas” que o cliente adora pedir. Coisas que você nem imaginava que deveria ter no site, aparecem de repente como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Devemos então ser rigorosos e explicitar ao cliente que o precisa-se manter o cronograma e respeitar o que foi levantado na proposta comercial.

Todas as novas funcionalidades serão orçadas em separado após a entrega do projeto inicialmente acordado.

Seja rigoroso, mas tenha bom senso – se forem mudanças mínimas que não afetarão o cronograma, agrade o cliente e deixe claro que você o está fazendo: “Este ponto não foi determinado em nossa proposta, mas não tem problema! Posso encaixar esta mudança  sem ônus para você”.

5. Testes e aprovação final

Tudo foi feito como planejado e agora basta o cliente navegar pelo site, inserir conteúdos pelo sistema administrativo e clicar em todos os botões possíveis. Se possível, acompanhe o uso do site para ver como o usuário se comporta sem ter dicas. Você poderá constatar que o óbvio para nós desenvolvedores não é tão simples assim para o usuário final.

Com tudo aprovado e testado, o cliente deve assinar um documento de aprovação final, ou responder positivamente aprovando o site por e-mail que vale como prova. Isto sela todo o acordo da proposta comercial e fecha o ciclo da versão final do site.

Todas as modificações e novas implementações devem ser orçadas a parte (exceto problemas causados por erro de desenvolvimento) ou inclusas nas horas de manutenção caso você tenha estipulado tal cláusula na proposta comercial.

 

Cronogramas em propostas comerciais
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